quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Violência no Namoro

Entramos hoje no mês em que se comemora o Dia dos Namorados. Este Serviço não poderia deixar de assinalar esta data alertando para algo que, muitas vezes é aceite como fazendo parte de um relacionamento amoroso, mas que não deve ter cabimento numa relação de amor e confiança, falamos da Violência no Namoro.

É um ato de violência, pontual ou contínua, cometida por um dos parceiros (ou por ambos) numa relação de namoro, com o objetivo de controlar, dominar e ter mais poder do que a outra pessoa envolvida na relação. 

Tipos de violência:

VIOLÊNCIA FÍSICA - Por exemplo, quando o/a teu/tua namorado/a:
  •         Te empurra;
  •          Te agarra ou prende;

  • Te atira objetos;
  • Te dá bofetadas, pontapés e/ou murros;
  • Ameaça usar a força física ou a agressão.

VIOLÊNCIA SEXUAL – Por exemplo, quando o/a teu/tua namorado/a:
  • Te obriga a praticar atos sexuais (sexo anal, sexo oral e/ou vaginal), mesmo quando não queres;
  • Te acaricia (ou força carícias), sem que isso seja desejado.

VIOLÊNCIA VERBAL - Por exemplo, quando o/a teu/tua namorado/a:
·         Te chama nomes e/ou grita;
  • Te humilha, através de críticas e comentários negativos (ex.: “Não vales nada.”);
  • Te intimida e ameaça.

VIOLÊNCIA PSICOLÓGICA - acontece quando o agressor:
  • Parte ou estraga os objetos ou roupa da vítima;
  • Controla a sua maneira de vestir;
  • Controla o que ela faz nos tempos livres e ao longo do dia;
  • Liga-lhe constantemente ou envia mensagens;
  • Ameaça terminar a relação como estratégia de manipulação.

VIOLÊNCIA SOCIAL - acontece quando o agressor:
  • Humilha, envergonha ou tenta denegrir a imagem da vítima em público, especialmente junto dos seus familiares e amigos;
  • Mexe, sem o seu consentimento, no teu telemóvel, nas suas contas de correio eletrónico ou conta do Facebook;
  • Proíbe a vítima de conviver com os amigos e/ou família.

A violência no namoro é um padrão
Quando falamos de violência no namoro, falamos de um padrão que se repete, de uma dinâmica relacional em que um dos elementos do casal, através da violência, pretende controlar, dominar, submeter o outro. Inicialmente assume formas de dominação socialmente aceites que, com o tempo, se vão tornando mais graves, frequentes e destrutivas.

A violência no namoro nem sempre é óbvia
Existem táticas subtis, formas mascaradas de exercer poder e controle sobre a outra pessoa. Tão subtis que podem ser impercetíveis. Por vezes exprimem-se sob a forma de preocupação com o relacionamento e com o bem-estar do/a parceiro/a e podem ser confundidas com manifestações de amor.

A violência no namoro é um fenómeno transversal
Há situações de violência nas relações de namoro em todos os grupos sociais: as vítimas e as pessoas que agridem podem ser ricos ou pobres, muito ou pouco escolarizados, habitantes em zonas rurais ou urbanas, celebridades ou cidadãos/ãs comuns. A violência não é exclusiva dos/as consumidores/as de drogas ou álcool, nem das pessoas com doença mental, podendo ou não coincidir com o consumo daquelas substâncias, podendo ou não estar associada a situações de doença mental.

Violência no namoro e conflito não são sinónimos
O conflito é normal nas relações amorosas. Serão raras, ou até mesmo inexistentes, as relações de plena harmonia. Não devem evitar-se os conflitos a qualquer custo, estes podem ser construtivos e permitir que as pessoas e a relação cresçam.
Pelo contrário, a violência é sempre negativa e destrutiva. É uma forma inaceitável de resolver conflitos.

PORQUE SE MANTÉM UMA RELAÇÃO DE NAMORO VIOLENTA?

Porque há um ciclo que aprisiona
O “ciclo da violência” pode ajudar a explicar o facto de a vítima não tomar a iniciativa de romper a relação. Este ciclo desenvolve-se em 3 fases:
A fase da acumulação de tensão caracteriza-se pela expressão de sentimentos negativos, insultos, humilhações e recriminações. O ambiente cada vez mais tenso leva a vítima a evitar situações que possam gerar o conflito para minimizar o risco da explosão violenta.
Na explosão violenta “descarrega-se” a tensão contida. Os comportamentos violentos são de maior intensidade e gravidade, podendo haver agressões físicas, ameaças, uso de armas, abusos sexuais, violação, etc.
Na fase da “lua-de-mel” há como que uma compensação amorosa: a pessoa que agride mostra-se arrependida e promete que não vai voltar a ser violenta. Há manifestações de afeto, oferta de presentes, pedidos de desculpa. Nesta fase, renova-se a esperança na mudança e minimiza-se as agressões sofridas.

Porque se idealiza o amor
Apesar de o “… e viveram felizes para sempre” só acontecer nos contos de fada, na verdade, alimentamos a convicção de que o amor é capaz de superar todos os obstáculos. Muitos/as jovens mantêm relações violentas porque acreditam que “o amor resiste a tudo” e tem o poder de mudar o carácter da pessoa amada.
Estas conceções idealizadas do amor levam muitas vezes a vítima a continuar na relação, na esperança de que o seu “happy end” chegará um dia.

Porque se romantizam os ciúmes
É habitual considerar-se que o ciúme é uma expressão de amor. Mas quando um/a namorado/a tem um comportamento violento sempre que alguém se aproxima do seu par, tenta isolá-lo e mantê-lo afastado de potenciais rivais, impedindo-o, por exemplo, de sair com amigos/as, não estamos perante expressões de amor, mas sim perante o desrespeito e o desejo de controle do outro.
Infelizmente, na nossa sociedade, há ainda uma grande tolerância a “cenas de ciúmes” violentas. Estas são frequentemente minimizadas ou romantizadas, considerando-se manifestações normais de descontrole emocional causado pelo ciúme.

COMO SE SENTE A VÍTIMA?

•      Apesar de o/a nosso/a namorado/a nos maltratar continuamos a gostar dele/a.
•      Não o/a queremos magoar, desiludir, nem prejudicar.
•      Não queremos ficar sozinhos/as ou temos medo que a relação acabe.
•      Temos vergonha de contar o que se está a passar e de pedir ajuda.
•      Temos medo que ninguém acredite em nós ou que ninguém nos consiga ajudar.
•      Temos medo que o/a nosso/a namorado/a nos faça mal ou faça mal a si próprio/a se contarmos o que está a acontecer.
•      Temos esperança que ele/ela mude ou ele/ela promete que vai mudar.
•      Desculpamos ou entendemos o comportamento dele/a por causa do ciúme ou pelo facto de gostar de nós.

O QUE FAZER?
Se fores vítima de violência no namoro:

Enquanto não te sentires seguro/a para tomar uma decisão definitiva ou para pedir ajuda, há algumas estratégias que te podem proteger:
•      Opta por locais públicos e movimentados para estares com o/a teu/tua namorado/a. Locais isolados podem colocar-te em risco.
•      Escolhe atividades em que estejas com o/a teu/tua namorado/a na presença de outras pessoas (ex.: o teu grupo de amigos).
•      Muda as rotinas (ex.: o teu percurso para a escola e da escola para casa) e procura estar na companhia de amigos ou colegas de turma.
•      Quando saíres diz a alguém em que confies onde vais e a que horas regressas.
•      Grava contactos telefónicos importantes no teu telemóvel, para poderes pedir ajuda facilmente caso precises.
•      Se sentires que estás em perigo, procura imediatamente alguém ou um sítio mais seguro (ex.: um sítio onde estejam mais pessoas). Podes também ligar 112. O profissional que atender a tua chamada enviará para o local onde te encontrares os meios necessários para te proteger.
•      Conta a um adulto da tua confiança o que se está a passar. Os adultos só poderão apoiar-te e proteger-te se souberem o que está a acontecer.

Lembra-te que:
•      A violência nunca é uma forma de expressar amor ou paixão por outra pessoa.
•      Os ciúmes ou a traição não servem de justificação para qualquer comportamento violento. 
•      Não és culpado/a pelo que te aconteceu ou está a acontecer.
•      Ninguém tem o direito de ser violento/a contigo.

•      Se testemunhaste algum crime, é muito importante que o denuncies às autoridades. Se o fizeres, a probabilidade de a pessoa que o cometeu ser punida e impedida de fazer o mesmo a outras pessoas é maior.

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Perturbações Alimentares

Todos temos hábitos alimentares diferentes e existem vários tipos de padrões alimentares saudáveis. Contudo, alguns são tão centrados no medo de engordar que podem prejudicar a nossa saúde. As pessoas que desenvolvem uma perturbação alimentar tornam-se bastante preocupadas com a forma corporal e com o peso, raramente se vêm como estando doentes e tentam esconder o seu comportamento. A perda de peso é vista como o único modo de se sentirem bem e de poderem ter controlo sobre a sua vida, por isso normalmente não procuram ajuda.
Pessoas com uma baixa auto-estima e perfecionistas, são particularmente vulneráveis a uma perturbação alimentar. Se uma perturbação alimentar não for tratada pode durar vários anos.
A anorexia nervosa, a bulimia nervosa e outras perturbações alimentares mais atípicas afetam entre 2 – 6% das raparigas adolescentes. No entanto a sua prevalência no sexo masculino tem vindo a aumentar.

Anorexia nervosa
As pessoas com anorexia têm uma imagem distorcida da sua forma corporal e da sua imagem. Tentam evitar ou fazer restrições alimentares e podem fazer excesso de exercício para perderem bastante peso. Geralmente esta doença tem início na adolescência, no entanto pode ter início ainda na infância ou já na vida adulta.

Quem tem anorexia pode ter alguns ou todos os seguintes sintomas:
· Negar que está com um peso muito baixo ou que tem um problema com a comida;
· Um peso muito inferior ao que é esperado para a sua idade e altura;
· Comer muito pouco, ou nada, ou restringir certo tipo de alimentos, tais como os que contêm gorduras;
· Evitar comer ao pé de outras pessoas ou cortar a comida em pedaços muito pequeninos para parecer que comeu alguma coisa;
· Ser obcecada com exercício físico;
· Tomar comprimidos para reduzir o apetite;
· Utilizar laxantes em excesso ou induzir o vómito. Existem, por isso, dois subtipos – o purgativo e o não purgativo.

Habitualmente é da combinação de vários fatores que surge a doença, sendo que os principais são:
· Baixa auto-estima;
· Perfecionismo;
· Necessidade de agradar aos outros;
· Medo da puberdade/busca de uma identidade;
· Necessidade de sentir que pode ter controlo;
· Pressão social (“magreza é beleza”, meios de comunicação social, atividades/desportos/profissões como ginástica ou ballet)
· Pessoas com diabetes tipo I são mais vulneráveis (em virtude do excesso de peso que algumas têm na zona abdominal, por exemplo);
· Família (quando a mãe ou a irmã também têm uma perturbação alimentar, ou como meio de exprimir os seus sentimentos ao dizer “não” à comida);
· Fazer dietas;
· Stress emocional (abuso físico/ sexual, problemas na vida, morte, fim de uma relação, casamento, saída de casa).

Problemas de saúde causados pela anorexia:
· Perda da menstruação nas raparigas, não estando grávidas nem a tomar pílula contracetiva (falha de pelo menos 3 ciclos consecutivos);
· Cabelo muito fino;
· Aparecimento de pelugem muito fina no corpo e na face (lanugo);
· Atraso da puberdade;
· Sentir frio constante;
· Dificuldade em dormir;
· Obstipação ou dor abdominal;
· Tensão arterial baixa, diminuição dos batimentos cardíacos e desmaios;
· Cansaço;
· Dificuldades de concentração;
A longo prazo pode ainda causar…
· Osteoporose;
· Problemas cardíacos;
· Infertilidade;
· Morte (devido aos vários problemas de saúde e caso não receba o tratamento adequado).

Bulimia nervosa 
A bulimia é uma doença bastante secreta. Ao contrário da anorexia nervosa, na bulimia o doente habitualmente terá um peso normal ou ligeiramente acima do peso corporal normal para a idade e altura, sendo, portanto, uma doença muito mais difícil de detectar.
As pessoas com bulimia têm episódios de comer em excesso num curto período de tempo, quase sempre em segredo, acompanhados por um sentimento grande de descontrolo. Estes episódios são chamados de “empanturramentos”.
Seguem-se sentimentos de vergonha devido aos excessos cometidos. As pessoas com bulimia tentam depois encontrar maneira de se livrarem da comida ou das calorias ingeridas, com os designados comportamentos purgativos (e.g. recurso ao vómito auto-induzido). Podem recorrer igualmente ao uso de laxantes ou diuréticos, excesso de exercício, períodos de jejum, ou à combinação de vários destes métodos.

Quem tem bulimia pode ter alguns ou todos os seguintes sintomas:
· Evitar comer com os outros ou desaparecer para a casa de banho depois das refeições, para vomitar o que acabou de comer;
· Ter ciclos de “empanturamento”- comportamentos purgativos que talvez ocorram pelo menos duas vezes por semana durante 3 meses ou mais;
· Ter flutuações de peso frequentemente;
· Estar preocupado com a ideia ou o desejo de alimentos;
· Ser obcecado com exercício físico;
· Ter uma auto-imagem indevidamente influenciada pela forma corporal.

Quais as causas para a bulimia?
· Baixa auto-estima: a pessoa avalia a sua auto-estima pela sua forma corporal;
· Perda de interesse nas outras pessoas;
· Problemas de humor, especialmente depressão;
· Pressão social;
· Pessoas com diabetes tipo I são mais vulneráveis;
· Se existir história de anorexia;
· Se já tentou várias dietas para perder peso;
· Pais excessivamente críticos
· Pessoa cujos pais tenham um problema alimentar;
· Stress emocional (divórcio, luto ou relações familiares abusivas) em que os “empanturramentos” são utilizados como meio de bloquear os sentimentos de infelicidade

Problemas de saúde causados pela bulimia:
· Cáries dentárias, dentes escurecidos, gengivite e mau hálito causado pelo ácido do estômago na boca devido aos vómitos regulares;
· Manchas de pele áspera nas articulações ou nos dedos, se forem usados para fazer a pessoa vomitar (escaras de Rusell);
· Cara inchada debaixo do maxilar, devido ao inchaço das glândulas salivares, causado pelo vómito;
· Dor de garganta;
· Desidratação grave, que pode provocar fraqueza, desmaios ou danos nos rins;
· Inflamação do estômago e do esófago, causada pelo ácido do vómito (em casos extremos ruptura do estômago);
· Obstipação ou diarreia, e dor abdominal;
· Mãos e pés inchados;
· Dificuldade em dormir;

A longo prazo pode ainda causar…
· Danos no coração;
· Infertilidade devido a períodos de menstruação irregular ou em que parou

Dicas sobre o que podes fazer perante uma perturbação alimentar:
· Fazer refeições regulares – pequeno-almoço, almoço e jantar. Se o teu peso for muito baixo, faz também pequenos lanches a meio da manhã, a meio da tarde e à noite.
· Tenta pensar num passo de cada vez para teres uma alimentação mais saudável. Se não conseguires tomar o pequeno-almoço, tenta sentares-te à mesa durante a hora do pequeno-almoço e beber apenas um copo de água. Quando te habituares a isto, começa por comer qualquer coisa, nem que seja apenas uma tosta, mas fá-lo todos os dias!
· Mantém um diário do que comes, quando comes e o que pensas e sentes ao longo do dia. Podes utilizar isto para ver se existe relação entre como te sentes, o que pensas e o que comes.
· Tenta ser honesto(a) sobre o que comes e o que não comes, não só contigo mesmo(a) como com as outras pessoas.
· Lembra-te que quanto mais peso perdes, mais ansioso(a) e deprimido(a) te sentes.
· Faz duas listas: uma com o que a tua perturbação alimentar te trouxe, e outra com o que perdeste com ela.
· Tenta ser gentil com o teu corpo, não o castigues!

· Certifica-te de que sabes qual é um peso ideal razoável para ti, e que perceber porquê. · Procura ajuda!

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

10 de dezembro - "Dia Internacional dos Direitos Humanos"

O “Dia Internacional dos Direitos Humanos” é assinalado pela comunidade internacional a 10 de dezembro, para comemorar a data da adoção, em 1948, da Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), por parte da Assembleia das Nações Unidas.

A Origem da Declaração Universal dos Direitos Humanos
A origem da declaração universal dos direitos humanos está muito ligada aos abusos cometidos contra a humanidade, principalmente em períodos de guerras. Entre a primeira guerra mundial e o fim da segunda guerra mundial, diversas evidências de abuso e desrespeito ao ser humano se tornaram conhecidas, assim, logo após o fim da segunda guerra, a maioria dos países concordaram com a necessidade de estabelecer regras básicas que pudessem trazer a paz e o respeito à dignidade do homem.
Apesar de países como os da antiga União Soviética, Arábia Saudita e África do Sul não terem votado a favor da declaração, abstendo-se, a maioria dos países do mundo moderno concordaram e votaram a favor da declaração dos direitos básicos para a humanidade.

O Documento
A criação da declaração baseou-se em três conceitos principais, são eles: a liberdade, que é a caraterística de ser livre, que todos os homens devem usufruir; a igualdade, onde todos devem ser tratados de forma igual, não podendo sofrer qualquer tipo de discriminação; e a fraternidade, que é a qualidade de olhar pelos mais pobres e mais fracos que necessitem de ajuda.
O conceito de Direitos Humanos reconhece que cada Ser Humano pode usufruir dos seus direitos sem distinção de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outro tipo, origem social ou nacional ou condição de nascimento ou riqueza.

Estes são alguns dos direitos que estão na Declaração Universal dos Direitos do Homem:
Artigo 1 - "Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos..."
Artigo 2 - "... sem distinção de raça, de cor, de sexo, de língua, de religião, de opinião política ou outra, de origem nacional ou social, de fortuna, de nascimento ou de qualquer outra situação..."
Artigo 3 - "Todo o indivíduo tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal"
Artigo 4 - "Ninguém será mantido em escravatura ou em servidão"
Artigo 5 - "Ninguém será submetido a tortura nem a penas ou tratamentos cruéis, desumanos ou degradantes"
Artigo 7 - "Todos são iguais perante a lei..."
Artigo 9 - "Ninguém pode ser arbitrariamente preso, detido ou exilado"
Artigo 13 - "Toda a pessoa tem o direito de livremente circular (...) e de abandonar o país em que se encontra e regressar ao seu..."
Artigo 15 - "Todo o indivíduo tem direito a ter uma nacionalidade"
Artigo 16 - "...o direito de casar e de constituir família, sem restrição alguma de raça, nacionalidade ou religião"; "o casamento não pode ser celebrado sem o livre e pleno consentimento dos futuros esposos"
Artigo 17 - "Toda a pessoa (...) tem direito à propriedade e não pode ser arbitrariamente privado (dela)..."
Artigo 18 - "... direito à liberdade de pensamento, de consciência e de religião..."
Artigo 19 - "... direito à liberdade de opinião e de expressão..."
Artigo 20 - "... direito à liberdade de reunião e de associação pacíficas"
Artigo 23 - "... direito ao trabalho, à livre escolha do trabalho, a condições equitativas e satisfatórias e à protecção contra o desemprego". "Todos têm direito, sem discriminação, a salário igual por trabalho igual" e "...a uma remuneração equitativa e satisfatória, que lhe permita e à sua família uma existência conforme com a dignidade humana". "Toda a pessoa tem o direito de fundar de se filiar em sindicatos para a defesa dos seus interesses..."
Artigo 24 - "... direito ao repouso e aos lazeres, a uma limitação razoável da duração do trabalho e a férias pagas"
Artigo 25 - "... direito a um nível de vida suficiente para lhe assegurar e à sua família a saúde e o bem-estar..."
Artigo 26 - "... direito à educação gratuita..."

O Dia da Declaração Universal dos Direitos Humanos é lembrado até hoje como uma data para reflexão sobre o respeito da dignidade humana e também para alertar sobre alguns locais onde ainda existe o desrespeito dos direitos humanos.

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

BULLYING

Bullying: o que é!
O "Bullying" é um termo de origem inglesa, que significa a agressão física ou psicológica, de forma intencional, praticada repetidamente por um aluno ou grupo de alunos sobre um colega ou grupo de alunos mais frágil.
Trata-se de um comportamento que assenta numa relação desigual de poder entre os intervenientes; ocorre repetidamente e de uma forma hostil e os alunos considerados alvos têm, normalmente, uma ou outra característica que os diferencia dos demais (usam óculos, são obesos, são os melhores ou os piores da turma, vestem ou pensam de maneira diferente, entre muitos outros motivos).
Entre as crianças e os jovens, o “bullying” pode assumir proporções graves e refletir-se num comportamento anti-social com consequências muito sérias para o futuro, quer para os alunos agressores quer para os alunos agredidos.

Os diferentes tipos de Bullying
O "bullying" pode ser classificado de duas formas: o direto, através de violência física e o indireto, através de agressão moral.
As crianças e jovens alvos de "bullying" são sucessivamente colocadas pelo aluno agressor em situações embaraçosas e são vítimas de alcunhas ofensivas, ameaças, discriminação, isolamento e exclusão grupal, perseguição, assédio, humilhação verbal, roubos e, por vezes, agressão física e vandalismo ou destruição dos seus bens (livros, roupas e outros pertences).
Um outro tipo recente de "bullying" é o "cyber-bullying". Neste caso, são utilizadas as novas tecnologias da informação para insultar e intimidar (por exemplo: mensagens eletrónicas a colegas com o intuito de os difamar e intimidar).



Os efeitos diretos do "bullying" nas escolas
O sexo masculino é o mais propenso ao "bullying", especialmente ao direto, Porém, este problema também afeta as raparigas, usualmente através de práticas de difamação e exclusão de grupos.

Principais caraterísticas dos alunos envolvidos no "bullying" 
Além da predisposição genética para a agressividade, algumas condições familiares podem favorecer o desenvolvimento da violência nas crianças e jovens. Os autores de "bullying" são, normalmente, alunos pertencentes por vezes a famílias com um relacionamento afetivo desequilibrado, onde os pais afirmam a sua superioridade através de comportamentos agressivos, verbais ou físicos, ou têm excesso de tolerância e permissividade na educação dos seus filhos.
Os alunos vítimas de "bullying" são, geralmente, jovens tímidos, inseguros e sem recursos físicos para se defenderem. Consequentemente, poderão baixar o desempenho escolar e tentar evitar a escola, abandonando-a precocemente. Em casos mais graves, chegam mesmo a entrar em estados depressivos.
Há ainda os alunos que são testemunhas de "bullying", que assistem e convivem com esse tipo de violência entre colegas, mas que evitam falar sobre o problema, sob pena de poderem ser as próximas vítimas, ou então porque não acreditam na capacidade da escola para intervir. Apesar de não sofrerem diretamente as agressões, podem sentir-se incomodados e inseguros perante o sofrimento dos seus colegas (vítimas), o que também pode ser motivo de transtorno psicológico.

Principais consequências 
Se não forem desencorajados, os alunos causadores de "bullying" poderão manter esse comportamento ao longo de toda a sua vida, seja em ambiente doméstico ou profissional, tornando-se indivíduos anti-sociais, violentos e, por vezes, criminosos.
Os alunos vítimas de "bullying" podem reagir de formas diferentes, consoante a sua personalidade e os seus relacionamentos familiares e sociais. Alguns, poderão não superar os traumas sofridos na escola e crescer com sentimentos negativos em relação a si próprios. Em idade adulta, poderão sentir dificuldades de relacionamento e até acabar por adoptar um comportamento agressivo sobre alguém que considerem mais frágil. Alguns casos extremos podem, inclusivamente, conduzir ao suicídio.

Como enfrentar o problema? 
>às crianças/jovens alvos de "bullying": devem ignorar as alcunhas e as intimidações morais e cultivar amizades com colegas não agressivos. Deverão evitar os locais de risco na escola e apresentar queixa aos professores, sempre que necessário. Se possível, falem com a Direção da Escola ou com um professor que lhe pareça mais sensível ao problema e que possa acompanhar a situação, por exemplo: o Diretor de Turma, ou com o Serviço de Psicologia e Orientação.
-->às crianças/jovens testemunhas de actos de "bullying": devem ser encorajadas a intervir em defesa da vítima, fazendo queixa a um professor e não sendo conivente para com o agressor, de modo a tentar desencorajá-lo.
Identificar e tratar este problema em tempo útil, envolvendo os alunos agressores, alunos agredidos, testemunhas, professores e pais ou encarregados de educação, é, portanto, essencial como forma de prevenção e redução de casos deste flagelo social.

Em caso de dúvida não hesites e contacta o Serviço de Psicologia e Orientação da tua Escola!

20 de março - Dia Internacional da Felicidade

Já sorriu hoje? J Em 2012, os 193 estados-membros da ONU (Organização das Nações Unidas), aprovam por unanimidade “O Dia Internacio...